mudança de hábitos faz-se essencial A dependência química é um dos grandes problemas que assolam a sociedade atual. Segundo a Organização Mundial de Saúde, caracteriza-se pela necessidade do uso de uma ou mais substâncias
05/11/2009
Tratamento à dependência química
mudança de hábitos faz-se essencial
A dependência química é um dos grandes problemas que assolam a sociedade atual. Segundo a Organização Mundial de Saúde, caracteriza-se pela necessidade do uso de uma ou mais substâncias, com a presença de um agrupamento de sintomas psico-fisiológicos, indicando que o indivíduo continua a usar substâncias, apesar de problemas significativos e das conseqüências nocivas à saúde que estas trazem.
De acordo com o psiquiatra Luciano Kurtz Jornada, da Clínica Pró-Vida, na maioria das vezes, o dependente é jovem. “A dependência química é um tema relevante por atingir frequentemente o jovem e a família. Esta pessoa será alguém que terá uma menor produtividade em decorrência do uso de drogas”, explica o médico.
O tratamento à dependência química exige que o paciente esteja convencido que é vulnerável frente às drogas. Há, nesse processo, aqueles que negam o vício e os que acreditam sempre haver alguém mais viciado do que eles.
“No que tange à dependência, é preciso lembrar que não há drogas leves ou pesadas. Há aquelas mais viciantes do que outras, além do uso exagerado das mesmas”, enfatiza o médico.
Dentre as drogas que estão presentes na vida social, existem as lícitas. As chamadas drogas lícitas são aquelas cujo uso é aceito na sociedade, como o álcool. E, muito embora seja causador de dependência, a maioria das pessoas usa o álcool socialmente. “Já com o cigarro, outra droga lícita, o uso dito ‘social’, esporádico, é menos frequente”, ressalta Dr. Luciano.
No uso das drogas ilícitas – como a maconha e a cocaína, “sempre há uma expectativa de entorpecimento. Então, pode-se afirmar que não há doses seguras para o uso de quaisquer dessas substâncias”, alerta o médico.
Tratamento multidisciplinar
Quanto ao tratamento psiquiátrico à dependência química, Dr. Luciano destaca que não há um método único de abordagem para todos. Nesses casos, um trabalho multidisciplinar é sempre importante. Há ainda, pacientes que precisam fazer uso de medicação. “Temos o cuidado, nesses casos, em utilizar medicamentos que não ofereçam risco de dependência. Sobretudo quando há, por exemplo, uma depressão associada ao quadro de dependência química, adotamos essa medida”, destaca o psiquiatra.
Mudança de vida
Há pessoas para as quais a internação é o melhor modo de tratá-las, tirando-as do meio em que vivem e usam a droga. “A reabilitação exige mudanças amplas. Envolvem a adoção de uma nova postura quanto às amizades e também à relação do paciente com seu próprio corpo e sua saúde. Durante o tratamento, lembra o psiquiatra, “é essencial que o paciente trabalhe também sua dimensão espiritual, como uma forma de se manter abstinente”.
Algo imperioso é mudar os meios de lazer, trocando os motivos de diversão. De acordo com Dr. Luciano Jornada, “os pacientes que conseguem substituir o lazer que envolve o uso de drogas pelo lazer sadio, com qualidade de vida, têm muito mais chance de reabilitarem-se”, finaliza o médico.
Fonte: revista Próvida
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