Para falar a respeito da indissociável relação entre a sexualidade e a saúde de mulheres e homens, a equipe de Viver Melhor conversou com o ginecologista Otto May Feurschuette, e o urologista Sandro Berni Brum, ambos da Pró-Vida
23/11/2009
importante pilar da qualidade de vida
Para falar a respeito da indissociável relação entre a sexualidade e a saúde de mulheres e homens, a equipe de Viver Melhor conversou com o ginecologista Otto May Feurschuette, e o urologista Sandro Berni Brum, ambos da Pró-Vida.
Saúde e sexualidade feminina
No caso feminino, \"o estímulo e o entendimento com o parceiro são questões determinantes para que a mulher desfrute sua sexualidade\", destaca o ginecologista Otto May Feurschuette. Muitas mulheres, sobretudo no período pré-menopausa (no qual a produção hormonal decai, fazendo com que algumas mulheres tenham de fazer a Terapia de Reposição Hormonal (TRH)), sentem diminuir o desejo sexual (libido).
A maternidade, no caso das mais jovens, e as mudanças que o corpo feminino sofrem com o passar do tempo, no caso das mulheres maduras, têm influência sobre o desejo destas. \"Quando a paciente relata a diminuição no desejo sexual, investigamos as possíveis causas, se são orgânicas ou psicológicas\", explica. Tecnicamente, ressalta Dr. Otto, a TRH repõe os hormônios que favorecem a libido da mulher. Entretanto, frequentemente, são as questões psicológicas a causa mais comum na diminuição do desejo, sobretudo na 3ª idade, devido às mudanças estéticas que a mulher experimenta. \"É essencial lembrar que não há um padrão estético para que a mulher sinta prazer. Em todas as fases da vida, é possível que ela viva a sexualidade de forma plena\", destaca.
Saúde e sexualidade masculina
No Brasil, a chamada Política da Saúde do Homem tem sido uma das prioridades da Sociedade Brasileira de Urologia. A finalidade dessa campanha \"é promover medidas preventivas para a manutenção da saúde masculina, inclusive, no que tange à saúde sexual\", explica o urologista Sandro Berni Brum.
Em relação à sexualidade, segundo Dr. Sandro, percebe-se uma significativa mudança na postura masculina. \"Hoje, há maior abertura ao diálogo do homem com a parceira. Do ponto de vista comportamental, isso é bom para desmistificar falsas expectativas masculinas (de não ter tido um bom desempenho em uma relação, por exemplo), prevenindo problemas emocionais\", ressalta.
Cada vez mais, os jovens têm buscado orientação médica, a fim de prevenir possíveis disfunções sexuais. \"A disfunção sexual é comum com o envelhecimento masculino. Porém, mesmo homens na faixa dos 20 aos 40 anos podem apresentar problemas sexuais, os quais são mais relacionados a fatores psicogênicos (psicológicos) e menos a fatores orgânicos, causa mais comum após os 40 anos\".
Entendimento com o parceiro
\"Em todas as fases, deve haver diálogo. O namoro, o cortejo e o estímulo do companheiro são fundamentais à mulher. Nos casos em que, após o entendimento com o parceiro e a reposição hormonal, quando necessária, a mulher ainda experimente dificuldades relacionadas à libido, indicamos a terapia\", conclui o ginecologista.
Busca por orientação médica
-\"Para prevenir as disfunções sexuais, deve-se conservar os mesmos hábitos preventivos às doenças cardiovasculares, evitando sedentarismo, obesidade, fumo, bebidas alcoólicas e, sobretudo, o consumo de drogas, o que causa sérios problemas à atividade sexual\", alerta o médico. O auxílio médico é fundamental para sanar dúvidas e auxiliar na resolução das dificuldades. \"Cabe lembrar que o uso de medicação, no caso de possíveis disfunções sexuais, só deve ser feito sob orientação médica\", finaliza Dr. Sandro Brum.
Fonte: Revista Viver Melhor
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