Demência de Alzheimer sintomas, cuidados e tratamento A Demência de Alzheimer (D.A) é uma doença crônica, degenerativa e progressiva que ocasiona declínio de múltiplas funções cerebrais.
03/12/2009
Demência de Alzheimer
sintomas, cuidados e tratamento
A Demência de Alzheimer (D.A) é uma doença crônica, degenerativa e progressiva que ocasiona declínio de múltiplas funções cerebrais. Foi descrita pela primeira vez por Alois Alzheimer (1864-1915), que, em 1906, publicou o primeiro caso da doença.
De acordo com a geriatra Isabel Clasen Lorenzet, da Clínica Pró-Vida, a prevalência da doença aumenta com a idade, sendo em torno de 8% aos 75 anos e de até 50% acima dos 85 anos de idade. A doença acomete cerca de 27 milhões de pessoas em todo o mundo, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). “Estima-se que até 2050, a prevalência da D.A. quadruplique, atingindo mais de 100 milhões de indivíduos em todo o mundo”, alerta a médica.
Segundo Dra. Isabel, inicialmente, os portadores apresentam dificuldade de se lembrar de fatos recentes e de adquirir informações novas. Com a progressão da doença, os pacientes perdem a capacidade de vida independente. Algumas alterações precoces são erros de medicação, desordem financeira, queimar a comida ao cozinhar e equívocos ao volante. Terminam por necessitar de assistência com as necessidades básicas da vida diária, como fazer a higiene pessoal, comer, se vestir e ir ao banheiro. Na D.A. tardia, ocorre perda do controle vesical e intestinal e até incapacidade de reconhecer familiares.
Os sinais de alerta:
Perda da memória recente, com preservação de lembranças antigas;
dificuldades com as atividades do dia-a -dia, como administrar a casa ou negócios;
problemas de linguagem;
perda da noção do tempo e desorientação;
alterações do humor e comportamento;
perda da iniciativa e apatia.
A importância do diagnóstico precoce
A ideia de que a demência é uma conseqüência normal e inevitável do envelhecimento é um erro comum e disseminado. Muitas vezes, o diagnóstico e o tratamento são inadequados porque a doença não é vista precocemente, nem pelo médico, nem pelo paciente. “Menos de 50% das pessoas demenciadas recebe um diagnóstico formal e o número das que tomam medicação corretamente é menor ainda”, destaca a geriatra.
A D.A. diagnosticada precocemente e tratada adequadamente pode evoluir mais lentamente e até estabilizar, mantendo o paciente mais independente e com qualidade de vida. “É importante lembrar que a investigação da doença exige uma história bem detalhada, de preferência obtida junto a uma pessoa confiável e bem informada. Isso pode ser feito através da Avaliação Geriátrica Ampla por um profissional capacitado”, conclui Dra. Isabel.
Fonte: Revista Viver Melhor
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