É muito importante que a criança tenha acompanhamento médico, desde a infância. Esse acompanhamento, contribuirá para um desenvolvimento saudável!
15/07/2010
Especial para pais e filhos
Atendimento pediátrico: empatia entre médico, familiares e a criança
O atendimento pediátrico destina-se a crianças doentes e sadias. Com relação ao segundo grupo, trata-se da puericultura, conjunto de meios para assegurar o desenvolvimento de crianças sadias, cujo atendimento acontece em consultório ou ambulatório. Quem a atenderá será o pediatra geral, que detém visão geral sobre o pequeno paciente. Casos específicos serão da alçada do pediatra especializado.
Para que o atendimento seja bem realizado, “é necessário que haja confiança por parte de quem procura por determinado profissional, havendo recíproca empatia, que significa sentir-se no lugar do outro, ou como digo, no outro lado da mesa, entendendo suas angústias e dificuldades”, destaca o pediatra Arary Cardozo Bittencourt, da Clínica Pró-Vida, médico com quase 50 anos de experiência no trato com os pequenos pacientes.
Exame
Dr. Arary reforça que a referência do atendimento é a criança, mas quem traz seus problemas é a mãe. Os dados colhidos, no processo chamado de anamnese, são anotados. O passo seguinte é o exame físico, quando o pediatra relaciona-se diretamente com a criança. O olhar é global, e não se prende exclusivamente à queixa específica. Em grande percentual, o diagnóstico é dado pelo exame físico e só uma pequena parcela dos pacientes necessita de exames complementares. Ao fim, são fornecidas orientações, nem sempre complementadas com prescrição medicamentosa. Uma vez emitida a receita, esta deve ser impressa e bem detalhada. “É importante lembrar que um atendimento nem sempre se encerra com a despedida, pois o pediatra, em geral, coloca-se à disposição para alguma complementação ou avaliação de exames solicitados”, conclui Dr. Arary.
Escutar, não somente ouvir: parte do trabalho do pediatra
O primeiro atendimento é decisivo à manutenção de futuros relacionamentos. O médico deve inteirar-se sobre o ambiente familiar da criança. É interessante, pelo menos no primeiro atendimento, a presença do pai, acompanhando a mãe e/ou o cuidador. Não deixar só à mãe os cuidados e conhecimentos sobre a criança.
O entrosamento do pediatra com a criança e seus pais é primordial. A cordialidade, recíproca, demonstrada ao entrar no consultório, deve prolongar-se além do final do atendimento. Este, habitualmente, ocorre em forma triangular. Em um ângulo, o pediatra, e nos demais, a criança e mãe, sendo esta a interlocutora ou tradutora do filho”, ressalta Dr. Arary.
O pediatra destaca, ainda, que este ângulo pode ser ampliado para que o pai, o cuidador ou os familiares participem desse momento. Isso porque uma suposta alteração no estado de saúde da criança afeta os familiares, sendo geralmente a mãe a mais atenta, podendo perceber mudanças de comportamento que abalam a serenidade do lar, levando-a a buscar o atendimento imprevisto. O pediatra percebe o momento, ouve a mãe, cria ambiente de tranquilidade e a partir daí o atendimento deve fluir como é desejável.
“O pediatra deve ser tranquilo,
cortês e compreensivo, por
mais reduzido que seja o tempo
destinado ao atendimento”
Dr. Arary Cardozo
Bittencourt
Pediátrico
Consultas: 3631-1515
Fonte: Revista Viver Melhor PróVida
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