O que é: Climatério é o período de transição em que a mulher passa da fase reprodutiva para a fase de pós-menopausa. Dessa forma, a menopausa (última menstruação) é um fato que ocorre durante o climatério.
23/03/2009
Diversos estudos confirmam a eficiência do preservativo na prevenção da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. Em um estudo realizado recentemente na Universidade de Wisconsin (EUA), demonstrou-se que o correto e sistemático uso de preservativos em todas as relações sexuais apresenta uma eficácia estimada em 90-95% na prevenção da transmissão do HIV. Os autores desse estudo sugerem uma relação linear entre a freqüência do uso de preservativos e a redução do risco de transmissão, ou seja, quanto mais se usa a camisinha menor é o risco de contrair o HIV.
A camisinha é mesmo impermeável?
A impermeabilidade é um dos fatores que mais preocupam as pessoas. Em
um estudo feito nos Estados Unidos, ampliou-se o látex do preservativo
(utilizando-se de microscópio eletrônico), esticando-o em 2 mil vezes e
não foi encontrado nenhum poro. Outro estudo examinou as 40 marcas de
preservativos mais utilizadas em todo o mundo, ampliando 30 mil vezes
(nível de ampliação que possibilita a visão do HIV) e nenhum exemplar
apresentou poros. Em outro estudo mais antigo que usou microesferas
semelhantes ao HIV em concentração 100 vezes maior que a quantidade
encontrada no sêmen, os resultados demonstraram que, mesmo nos casos em
que a resistência dos preservativos mostrou-se menor, os vazamentos
foram inferiores a 0,01% do volume total. O estudo concluiu que, mesmo
nos piores casos, os preservativos oferecem 10 mil vezes mais proteção
contra o vírus da aids do que a sua não utilização.
E por que às vezes estoura?
Quanto à possibilidade do preservativo estourar durante o ato sexual,
as pesquisas sustentam que os rompimentos se devem muito mais ao uso
incorreto do preservativo, do que a uma falha estrutural do produto. O
dado mais convincente sobre a eficiência do preservativo na prevenção
contra o HIV foi demonstrado por um estudo realizado entre casais, onde
um dos parceiros estava infectado pelo HIV e o outro não. O estudo
mostrou que, com o uso consistente dos preservativos, a taxa de
infecção pelo HIV nos parceiros não infectados foi menor que 1% ao ano.
Diante dos resultados dos estudos realizados por instituições renomadas
e de credibilidade, pode-se dizer que o correto e freqüente uso do
preservativo contribui de forma eficaz tanto para a prevenção de
enfermidades quanto para evitar a ocorrência de gravidez não planejada.
Dúvidas Freqüentes
Que cuidados devem ser tomados para garantir que a camisinha masculina seja usada corretamente?
Abrir
a embalagem com cuidado - nunca com os dentes ou outros objetos que
possam danificá-la. Colocar a camisinha somente quando o pênis estiver
ereto. Apertar a ponta da camisinha para retirar todo o ar e depois
desenrolar a camisinha até a base do pênis. Se for preciso usar
lubrificantes, usar somente os que sejam à base de água, evitando
vaselina e outros lubrificantes à base de óleo. Após a ejaculação,
retirar a camisinha com o pênis ainda ereto, fechando com a mão a
abertura para evitar que o esperma vaze de dentro da camisinha, e dar
um nó no meio da camisinha para depois jogá-la no lixo. Nunca usar a
camisinha mais de uma vez!
Além desses cuidados, também é preciso certificar-se de que o produto contenha a identificação completa do fabricante ou do importador. Observe as informações sobre o número do lote e a data de validade e verifique se a embalagem do preservativo traz o símbolo de certificação do INMETRO - Instituto Nacional de Metrologia, cuja finalidade é atestar a qualidade do produto. Não utilize preservativos que estejam há muito tempo guardados em locais abafados, como bolsos de calça, carteiras ou porta-luvas de carro, pois ficam mais sujeitos ao rompimento. Utilize somente um preservativo por vez, já que preservativos sobrepostos podem se romper com o atrito.
Quando a camisinha estoura, que atitude deve ser tomada?
Sabe-se que a transmissão sexual do HIV está relacionada ao contato da mucosa do pênis com as secreções sexuais e o risco varia de acordo com diversos fatores, incluindo o tempo de exposição, a quantidade de secreção, a carga viral do(a) parceiro(a) infectado(a), a presença de outra doença sexualmente transmissível, entre outros. Sabendo disso, se a camisinha se rompe durante o ato sexual e há alguma possibilidade de infecção, ainda que pequena (como, por exemplo, parceiro de sorologia desconhecida), deve-se fazer o teste após 90 dias para que a dúvida seja esclarecida. A ruptura da camisinha implica risco real de adquirir a infecção por HIV. Independente do sexo do parceiro, o certo é interromper a relação, realizar uma higienização e iniciar o ato sexual novamente com um novo preservativo. A higiene dos genitais deve ser feita da forma habitual (água e sabão), sendo desnecessário o uso de substâncias químicas, que podem inclusive ferir pele e mucosas, aumentando o risco de contágio pela quebra de barreiras naturais de proteção ao vírus. A lesão de mucosas genitais pode implicar um risco adicional, pois, caso signifique presença de uma doença sexualmente transmissível, como a gonorréia, o risco de aquisição da aids aumenta. Na relação anal, mesmo quando heterossexual, o risco é maior, pois a mucosa anal é mais frágil do que a vaginal.
Fonte: BVS
Todas as dicas
Desenvolvimento: Tecmedia Internet Design