Fotoproteção deve ser intensificada no verão

Sobre a evolução dos cuidados da pele ao longo dos anos, falam ao blog os dermatologistas Maria Virgínia de Melo Guedes, Mariane Corrêa Fissmer e Luís Gustavo de Ávila, da Pró-Vida.

No final do século XIX e início do século XX, “ser bronzeado denotava que a pessoa era da classe trabalhadora, pois os nobres não tomavam sol. Com o tempo, no entanto, esse padrão se modificou”, afirma Dra. Mariane Fissmer.
Dos anos 1960 em diante, o bronzeado passou a ser associado à saúde. “O que fez com que muitas pessoas abusassem de bronzeadores e soluções perigosas como parafina e Coca-Cola ® eram utilizadas para bronzear, explica Dra. Maria Virgínia Guedes. Pela falta de proteção e o culto exagerado à pele bronzeada, muitos casos de câncer de pele surgiram. Segundo o InCa (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de pele não-melanoma é o mais frequente no país.

A fotoproteção algo ainda novo no Brasil, disseminada a partir dos anos 80. Hoje em dia, a recomendação que se faz é que as pessoas utilizem os mais variados meios para se proteger do sol (filtro solar, chapéu, óculos de boa qualidade e roupas, de preferência com fator de proteção) Como a radiação está mais forte, hoje, é preciso que se proteja a pele durante todo o ano. “Além do câncer de pele, o melasma (manchas na pele) é também um problema acarretado pelo sol comum no verão”, alerta Dra. Mariane.
Dr. Luís Gustavo enfatiza os cuidados específicos quando o assunto é a proteção solar visando à prevenção do câncer de pele. Ao comprar um filtro, além do fator de proteção solar (no mínimo 30) é preciso observar o chamado PPD (persistent pigment darkening), que mede a proteção contra os raios UVA (que causam o envelhecimento). A proteção de guarda sóis de pano, chapéus e roupas com proteção solar são recomendações válidas. Das 10 às 16 horas, evitar a exposição solar é fundamental.

07
dez 2012
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