Deixar de fumar é recomendação fortalecida em 31 de maio

Metade dos tabagistas, provavelmente, falecerá devido a doenças causadas pelo cigarro. Patologias como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral ( “derrame”), câncer e problemas respiratórios, costumam acometer os fumantes.

“A insistência de tantas pessoas em seguir fumando, mesmo frente ao constante esforço dos meios de comunicação e profissionais da área da saúde em esclarecer a população, não deve ser interpretada como simples escolha. A nicotina presente no cigarro causa dependência, por meio de alterações químicas e comportamentais, em muito semelhantes às vivenciadas por dependentes de substâncias como cocaína e heroína. Portanto, o tabagismo tira a liberdade de escolha do indivíduo”, destaca o psiquiatra Luiz Eduardo Wanrowsky Fissmer, da Pró-Vida.

Dr. Luiz explica que, ao parar de fumar, o tabagista experimenta uma série de sinais corpóreos e sensações desagradáveis, o que dificulta a tarefa de manter-se longe do cigarro. “Atualmente, há tratamentos que diminuem muito e/ou alteram a forma como o indivíduo experimenta as sensações causadas pelo abandono do cigarro. Estes tornam a interrupção do tabagismo mais tolerável e, portanto, possível”, ressalta o psiquiatra.

Tratamentos – Entre as alternativas terapêuticas “pode-se citar o uso de gomas de mascar com nicotina por um tempo programado, fármacos sob a forma de comprimidos e psicoterapia. Mudanças comportamentais, como atividade física e uma alimentação saudável, são também essenciais nesse processo”, conclui.

         Estatísticas assustadoras – Segundo dados do InCa, o tabagismo é tido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A organização estima que um terço da população mundial adulta, isso é, um bilhão e 200 milhões de pessoas (sendo, deste contingente, 200 milhões de mulheres), sejam fumantes. Pesquisas comprovam que aproximadamente 47% de toda a população masculina e 12% da população feminina no mundo fumam.

A OMS traz à tona um dado curioso: enquanto nos países em desenvolvimento os fumantes constituem 48% da população masculina e 7% da população feminina, nos países desenvolvidos a participação das mulheres mais do que triplica: 42% dos homens e 24% das mulheres fumam.

Anualmente, estima-se que faleçam por ano 4,9 milhões de pessoas, o que corresponde a mais de dez mil mortes por dia. Caso as atuais tendências de expansão do seu consumo sejam mantidas, esses números aumentarão para dez milhões de mortes anuais por volta do ano 2030, sendo metade delas em indivíduos em faixa etária idade produtiva (entre 35 e 69 anos de idade) (WHO, 2003).

31
mai 2012
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