27 de fevereiro, Dia do Idoso: cuidado é palavra de ordem


A terceira idade impõe, ao indivíduo, mudanças físicas (no tocante à mobilidade, à diminuição da periodicidade e aumento dos exames a serem realizados) e psicológicas (no que se refere a seu papel na sociedade, às mudanças relativas à sexualidade e às próprias limitações físicas). No Brasil, segundo dados de estudo da Nações Unidas (Fundo das Populações) a população com mais de 60 anos quase triplicará até 2050. Nessa época, pela primeira vez haverá mais idosos que crianças menores de 15 anos. Em 2012, 810 milhões de pessoas tinham 60 anos ou mais, constituindo 11,5% da população global. Projeta-se que esse número alcance 1 bilhão em menos de dez anos, alcançando 2 bilhões de pessoas ou 22% da população global.
Prevenção de doenças do idoso – Com o envelhecimento, são comuns as doenças crônicas, como a hipertensão, a diabetes, a insuficiência cardíaca e os quadros demenciais, como a Demência de Alzheimer. A depressão é também um quadro comum, devendo suscitar, do idoso e da família, atenção redobrada.
Na terceira idade, deve-se realizar anualmente o check-up. Aos homens, o check-up inclui exames laboratoriais e avaliação clínica, eletro e ecocardiograma, teste de esteira, raio-X de tórax, exame de toque retal e PSA, ultrassonografia transretal, de próstata e bexiga, densitometria óssea, endoscopia e colonoscopia. Às mulheres, exames laboratoriais e avaliação clínica, eletro e ecocardiograma, densitometria óssea, mamografia, ultrassonografia abdominal, transvaginal e pélvica, endoscopia e colonoscopia são requeridos.
Evolução médica – O desenvolvimento de especialidades médicas como a Geriatria e Gerontologia representam, na conjuntura de um país que envelhece de modo crescente, afim de atender às necessidades de saúde e bem-estar do idoso. De acordo com o clínico e especialista em Saúde da Família Lawrence de Luca Dias, da Pró-Vida, o idoso é um paciente que necessita de cuidados especiais. Pela fragilidade que a idade impõe, “o tempo de consulta e a internação de um paciente em idade avançada é sempre maior do que o de um paciente jovem, por exemplo”, pontua.
Osteoporose – Causa comum de fraturas, a osteoporose é uma doença caracterizada perda de 25% de massa óssea, em comparação ao adulto jovem saudável. O estágio intermediário é a osteopenia, quando a perda varia de 10 a 25%. Para o diagnóstico precoce, a densitometria óssea é o exame indicado, a partir dos 50 anos, “principalmente às mulheres após a menopausa”, ressalta o ortopedista Henri Olivier, também da Pró-Vida.
O apoio familiar é essencial na administração de medicamentos indicados pelo médico e o acompanhamento às consultas e exames do idoso. Além das doenças crônicas, as fraturas podem levar o idoso à morte. “Uma fratura de fêmur em um idoso pode ser fatal. Daí a importância de aqueles em idade avançada estarem constantemente acompanhados”, alerta o ortopedista Henri Olivier, da Pró-Vida.
Um novo cenário se desenha na sociedade
Embora o mercado privilegie ainda juventude e o vigor físico em detrimento à experiência do idoso, é importante lembrar algo muito frequente. Há inúmeras famílias brasileiras que sobrevivem da renda proveniente de pensões e aposentarias dos idosos, sendo esta sua única fonte de renda estável.
Empregabilidade – É comum muitos idosos voltarem ao mercado após a aposentadoria, mas ocuparem postos de trabalho não requeridos pelos jovens, por, muitas vezes, não terem um grau de escolaridade elevado. Com o envelhecimento populacional, entretanto, há que se modificar essa visão, percebendo-se o idoso como ser produtivo.

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