Ir direto ao conteúdo

Informativo

Enquete

Qual serviço de estética você acha que está carente na cidade de Tubarão?


Convênios

Elosaude

Artigos

O Câncer do intestino grosso e do reto ou colorretal, ocupa o 4º lugar em incidência para os homens e o 3º para as mulheres, ocorrendo em mais de 50% dos casos em indivíduos com mais de 60 anos.

O Câncer do intestino grosso e do reto ou colorretal

27/04/2007

O Câncer do intestino grosso e do reto ou colorretal figura no Brasil entre os cinco primeiros mais freqüentes, com prevalência na região sul e sudeste. Ocupa o 4º lugar em incidência para os homens e o 3º para as mulheres, ocorrendo em mais de 50% dos casos em indivíduos com mais de 60 anos, porém observando-se um aumento da incidência em pacientes entre os 40 e 60 anos.

Entre as suas causas estão a alimentação pobre em fibras e rica em gorduras e alimentos industrializados, sedentarismo, fumo e álcool; pacientes com retocolite ulcerativa há mais de 10 anos e aqueles que receberam radioterapia pélvica para tratamento de tumores. Além destes, fatores genéticos que podem estar presentes apenas no indivíduo afetado pela doença ou serem transmitidos de forma hereditária também estão envolvidos no desenvolvimento do câncer colorretal.

Quando detectado na sua forma inicial, localizado apenas no intestino existem chances de cura como tratamento em até 90% dos casos, porém com a doença não mais localizada no intestino a chance de cura cai para 40% em cinco anos. Daí a importância do diagnóstico precoce. Os sintomas mais freqüentes são a alteração do hábito intestinal (aumento ou diminuição da freqüência das evacuações) de forma persistente, sangramento com as fezes, muco, fezes mais finas, sensação constante da necessidade de evacuar durante o dia, dor abdominal, anemia e emagrecimento. Cabe ressaltar que nem sempre todos os sintomas estão presentes e normalmente o sangramento retal é erroneamente atribuído as “hemorróidas”, o que habitualmente retarda o diagnóstico, perdendo-se muitas vezes a chance de identificação precoce e da cura.

Entre as formas de diagnóstico estão a correta avaliação dos sintomas de forma mais precoce possível, o exame físico geral e especializado que inclui o toque retal, um instrumento extremamente valioso e que infelizmente ainda sofre de preconceito; análise dos riscos individuais como idade e história familiar de tumores (principalmente parentes de 1º grau), doenças prévias como a retocolite ulcerativa e a radioterapia pélvica, bem como pacientes que já apresentaram pólipos intestinais, que são tumores inicialmente benignos sabidamente precursores do câncer de intestino e reto.

Dependendo da história do paciente e dos antecedentes podem ser solicitados a pesquisa de sangue oculto nas fezes, e a colonoscopia que é o exame mais preciso para o diagnóstico das doenças do intestino grosso e reto, onde há a possibilidade além da identificação da lesão, realização de biópsias e remoção de pólipos. Uma vez feito o diagnóstico, o tratamento é eminentemente cirúrgico e que consiste na remoção da lesão. Nem todos os pacientes submetidos à extirpação cirúrgica do tumor necessitarão de uma colostomia, que é um desvio do trânsito das fezes através de uma abertura no abdome e além disto, poderá ser utilizada de forma temporária. Dependendo de cada caso este tratamento necessita ser complementado com radioterapia e/ou quimioterapia.

Em 2002 um grupo de especialistas de várias sociedades médicas em conjunto com o Ministério da Saúde e Instituto Nacional do Câncer vêm divulgando medidas de prevenção junto a população com o objetivo de diminuir a incidência e mortalidade do câncer colorretal e em 2004 criou-se a Associação Brasileira de Prevenção do Câncer de Intestino (ABRAPECI) que pode ser acessada através do site www.combateaocancer.org.br

Todos os artigos


Desenvolvimento: Tecmedia Internet Design